Eu tenho lembranças do mundo das costuras desde muito cedo. Minha avó paterna costurava roupas maravilhosas pra todos da família. Lembro de ela ter feito muita coisa pra mim: camisas, saias, bermudas, macacões, casados de inverno, vestidos de prenda e até um pala, além de muitas roupas para as minhas bonecas. Era só dizer o que a gente precisava e a vó Maria fazia, numa máquina de costura movida a carvão.
Também tenho uma tia que costura, quase tudo que a gente pedir (ela diz que não sabe fazer camisas...). Essa tia me mostrou o lado do artesanato.
Da minha mãe acho que herdei um pouco do gosto pelas artes. Ela fazia decoração para festas infantis numa época que não existia nada pronto... Se ela quisesse uma flor que fosse, tinha que desenhar, recortar e montar ela mesma. E a minha mãe também faz suas costuras. Lembro que quando eu era criança, toda vez que a minha mãe ia costurar alguma coisa na máquina, eu ia junto, ficava esperando os retalhos, e então pedia pra usar a máquina e costurar alguma coisa... Às vezes eu inventava, e a mãe costurava pra mim. Às vezes eu mesma mexia na máquina e até consegui fazer algumas roupas pras minhas bonecas... obviamente nada muito elaborado. Até o dia que eu fiz um emaranhado tão grande com a linha dentro da máquina que a minha mãe nunca mais me deixou usar a máquina dela.
Um bom tempo depois, quando eu já era adulta, ela me deu a minha primeira máquina de costura. E há pouco tempo me deu a segunda, como um presente antecipado de natal, pra ficar com a minha velha ;-). E a vontade de inventar costuras só aumenta.
Estou longe de ser a costureira que a minha tia ou que a minha vó são (no caso da minha vó ela já não costura mais, está velhinha...), mas também não enredo mais as linhas na máquina de costura :-)
Estou me aventurando nessa arte de transformar tecidos em peças criativas. Vamos ver no que vai dar...

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